Recentemente, escrevemos sobre a maior mudança nos últimos 25 anos que o Google está planejando realizar muito breve em seu buscador (link aqui). Como muitas pessoas me procuraram para entender melhor o cenário atual, optei por escrever um novo conteúdo, dessa vez mais técnico, apresentando dados importantes de mercado. 

Concluímos na semana passada um curso de GEO (Generative Engine Optimization) da Conversion e os gráficos mais recentes mostram que a inteligência artificial já faz parte da maioria das pesquisas. De acordo com dados da Similarweb, a IA já está presente em 51,7% das buscas, superando o modelo tradicional.

A presença do AI Overview, que é aquela resposta gerada por inteligência artificial logo no topo da página, varia conforme o mercado, mas já se consolidou como uma realidade dominante. Um estudo da BrightEdge aponta que essa cobertura alcança 48% das pesquisas gerais

Quando olhamos para setores específicos, o impacto é ainda mais evidente, chegando a 82% no segmento de B2B Tech e 88% na área da saúde. Isso significa que a forma como o seu potencial cliente consome informação mudou e as respostas estão sendo entregues prontas, direto na tela de buscas.

Essa mudança de comportamento consolidou o que chamamos de Zero-click, que são as pesquisas que terminam sem que o usuário clique em nenhum link externo. Dados da SparkToro revelam que o Zero-click já representa 64% das buscas, o que significa que apenas 360 cliques chegam à web aberta para cada 1.000 buscas realizadas. 

Para termos uma ideia do impacto no SEO tradicional, um levantamento da Ahrefs mostrou que a primeira posição orgânica viu sua taxa de cliques despencar de 73% para apenas 16% quando o bloco de inteligência artificial está ativo na página.

O consumidor atual prefere a conveniência do resumo automatizado, tanto que 26% dos usuários encerram a navegação assim que visualizam o AI Overview. Além disso, as fontes e links recomendados dentro do próprio bloco de IA retêm apenas 1% de cliques, segundo a Pew Research. 

Diante dessa realidade, as empresas precisam migrar do SEO clássico para estratégias de GEO, focando em otimizar seus conteúdos para que a marca seja a resposta escolhida e recomendada pelos motores generativos.

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